Já pensou em viajar para uma área de conflito?

Conhecer lugares como Israel e Palestina pode ser uma das melhores experiências para turistas. A analista internacional Ana Flávia Abreu viajou este ano para o Oriente Médio e dá dicas para quem sonha em visitar a região. 

A mineira Ana Flavia Abreu, de 22 anos, carrega no passaporte e na carteira de trabalho a paixão pelas viagens. Analista internacional ela já visitou os Estados Unidos, Polônia, França, Itália, Israel e Cisjordânia. Uma lista dos lugares que ainda deseja conhecer? É impossível, ela diz. “Teria facilmente mais de 30 países. Quero conhecer o mundo! Depois de ter ficado no Oriente Médio, não há limites para meus sonhos turísticos, rs”.

Damascus Gate (Jerusalem)

Damascus Gate (Jerusalém)

Este ano o checklist dela ganhou países especiais. Interessada pelos conflitos no Oriente Médio, Ana conseguiu um estágio em uma ONG que atua em Israel e nos territórios Palestinos ocupados. “A oportunidade de conhecer uma região que vive um conflito gravíssimo há décadas – e que ainda parece distante de uma resolução – não só como turista, mas como aprendiz e voluntária era única. Inclusive, se dependesse de mim, ainda estaria por lá”, confessa.

O território de Israel e da Palestina é motivo de um conflito entre árabes e judeus que já dura anos e por isso é considerado, por muitos, como um local perigoso. Mesmo assim quase 3 milhões e 500 mil turistas visitam a região todos os anos. E quem decide conhecer o local precisa se preparar para cenas incomuns. “Durante minha estadia, me incomodei algumas vezes com todos aqueles jovens com armas para todos os cantos. Nos bares, nas filas de supermercado, nas praças conversando com os amigos. Imagina a cena: um adolescente fazendo um cooper no fim da tarde, de shortinho, regata e uma M16 em um dos ombros! Super normal…”.

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Apesar do aparente clima de insegurança Israel e Palestina não são como vemos normalmente na TV, garante a analista. “Não esperem cenários de guerra ou andar entre escombros. Normalmente as pessoas têm imagens vívidas de Gaza na memória e acreditam que todo o território israelense e palestino é assim. Pois não é. Muitas vezes você terá a impressão de estar na Europa”.

Durante a viagem a mineira pode experimentar a famosa hospitalidade árabe palestina e não teve dúvidas. “O brasileiro não é o povo mais hospitaleiro do mundo, como temos orgulho em acreditar. Nunca conheci uma nação tão hospitaleira quanto a Palestina – aparentemente isso é uma característica da população árabe em geral. É impossivel se arrepender de visitar a região. Se você vai como turistas, poderá conhecer lugares incríveis, paisagens de tirar o fôlego, uma culinária única e maravilhosa e pessoas fantásticas”.

E para ver além do que os noticiários contam Ana dá uma super dica: a Alternative Tourism Group (ATG), um centro de estudos que organiza semanalmente passeios turísticos alternativos. “Dá pra visitar os Campos de Refugiados, visita a Hebron (em que serão detalhados os acontecimentos históricos e políticos que marcaram a cidade, como o fechamento da Shuhada Street), plantação de oliveiras. São muitos passeios educativos que como turistas normais não costumamos fazer. A ATG fica em Beit Sahour, uma cidade que fica a 10 minutos a pé de Belém. Se for de táxi, 5 minutinhos. Juro que vale a pena! ”, revela.

Plantando oliveras na Tent of Nations com a ATG

Plantando oliveiras na Tent of Nations com a ATG

E se mochilão tem que ter perrengue, a viagem da Ana não poderia ficar sem um. Na volta ao Brasil o setor de imigração em Israel tratou de fechar a viagem “com chave de ouro”. “Demorei 3h para ser liberada no aeroporto. Me perguntaram a origem do meu sobrenome (vai que era árabe e eles não sabiam, não é mesmo!?), o motivo de eu ter escolhido a companhia aérea que escolhi, por que escolhi um voo tão longo, por que resolvi viajar para Israel, por que eu quis fazer escala na África, qual era minha profissão, quem pagou minha viagem. Só depois de ter respondido umas 15 perguntas diferentes, repetidas vezes, ter tido todas minhas bagagens revistadas, minha roupa checada para examinar se havia presença de pólvora e ouvir sei lá quantas vezes que tudo aquilo era para minha própria segurança, me liberaram para o voo, faltando apenas 15 minutos para o embarque”.

Muslim Quarter (Cidade Velha de Jerusalém)

Muslim Quarter (Cidade Velha de Jerusalém)

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Foto de Ana Elisa Bekenn

Foto de Ana Elisa Bekenn

Deheisheh refugee camp - Bethlehem

Campo de refugiados em Belém

Próximo à fronteira de Gaza

Segregação ao incutir medo na população

Segregação ao incutir medo na população

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Publicado em 12 de agosto de 2015, em Curiosidades, Dicas, Viagem e marcado como , , , , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. Deixe um comentário.

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