A magia de Machu Picchu

Você já imaginou definir o roteiro da viagem dos seus sonhos em menos de 2 meses? O radialista Jahfy, amigo do #PrazerMundo!, fez isso e nos conta como foi essa aventura pelo país tão mágico!

Nas aulas de histórias sempre escutei falarem sobre Machu Picchu e a partir de então me encantei com o tal lugar e queria conhecê-lo. Só não imaginava que seria de repente. Meu grande momento foi em abril de 2015, quando decidi que nas minhas férias eu iria para o Peru para realizar o sonho.

jafhy peru

Pós momento de decisão, era hora de comprar passagens e pesquisar preços. Todos os resultados de pesquisa: R$5.500,00 para ficar uma semana no Peru (fato que no princípio me assustou). Depois de algumas tentativas, decidi fazer dessa viagem uma aventura, pois não sou tão adepto ao luxo dos hotéis de estrelas.

Comprei a passagem por uma agência, e isso me bastava! Ficava imaginando como seria chegar em Cusco para desbravar a montanha de Machu Picchu. Foram alguns dias de conversa e muitas pesquisas na internet para decidir todo o roteiro da viagem, hospedagem, transporte…Por fim, decidi ficar apenas 1 semana, acreditando que seria o suficiente! (mero engano)

Reservei um HOSTEL (o que melhor se encaixa para quem quer se aventurar e se descobrir) que meus amigos indicaram. E confesso que o lugar era muito aconchegante, receptivo e confortável.

O Mamá Simona Hostel, fica a 5 quadras da Plaza de Armas em Cusco, o que facilitou para que eu pudesse andar a todo momento sem necessidade de táxi ou ônibus.

A PRIMEIRA IMPRESSÃO

cerveja

A chegada em Cusco foi algo estranho para mim! O trânsito estava uma bagunça, e eu olhava para todos os lados tentando identificar algo, ou procurando algo que me agradasse. Nos quase 15 minutos que seguiram, eu fiquei ansioso, pois já queria sair andando pela cidade para fazer algumas fotos e conhecer.

O lado bom viajar sozinho é poder fazer seus horários e decidir quais rotas traçar. É claro que para a primeira vez, como a minha, existe um pouco de medo, mas a sensação de estar livre e poder ir para onde quiser na hora que quiser é o que torna a viagem mais especial.

Logo no domingo, após minha instalação no hostel, eu já conheci um cusquenho (Davi), e fui para as ruas da cidade, mesmo cansado e com um pouco de falta de ar devido a altitude. De cara fui apresentado ao bar FALLEN ANGEL: um lugar mega aconchegante que te encanta logo na entrada (uma porte de madeira enorme), e o ambiente é agradável demais. Repleto de obras artísticas como pinturas, quadros e discos. Nessa primeira noite já experimentei o PISCO SAURS, uma bebida típica dos peruanos (um tipo de licor de uva que eles mesmo produzem). Essa bebida me lembrou a caipirinha brasileira!

PASSEIOS TURÍSTICOS

chinchero foto cruz

No segundo dia de viagem, fui comprar o BOLETO TURÍSTICO DE CUSCO, que custa S/.130,00 (soles) com ingresso a 16 lugares turísticos da cidade (cada lugar separadamente tem um preço bem maior). São 4 museus, 9 sítios arqueológicos, 1 centro cultural (teatro) e 1 monumento no centro da cidade.

Conheci primeiro os museus, para mergulhar cada vez mais dentro da história daquele maravilhoso lugar, que se torna cada vez mais rico e maravilhoso culturalmente a cada segundo. Depois de um longo e delicioso passeio pela história, foi hora de conhecer os sítios arqueológicos.

Como já passavam de 2 da tarde, contratei um táxi que me levou para fazer esse roteiro por S/.80,00.

SAQSAYHUAMÁN
TAMBOMACHAY
PUKAPUKARA
Q’ENQO

Esses são os sítios que ficam mais próximos da cidade. Alguns se aventuram a ir a pé. Me disseram que o melhor é ir conhecendo aos poucos. Começando pelos pequenos até chegar em Machu Picchu, “a cereja do bolo”.

Todas as vezes que eu chegava em um lugar surgiam mil perguntas na minha cabeça. A principal delas era: “COMO OS CARAS FIZERAM TUDO ISSO?”
Voltando para o centro, comprei a passagem para o tour Vale Sagrado (S/. 25,00) na mesma agência que comprei o pacote para ir a Machu Pichu (S/. 350,00 transporte com alimentação, hospedagem e ingresso incluso).

No dia seguinte, às 8:30 da manhã eu estava na frente da agência aguardando a van que nos levaria para mais uma aventura. Depois de umas quase 2 horas de viagem chegamos ao mercado artesanal de PISAQ. Uma breve pausa para algumas comprinhas, e muitos descontos.

Seguimos viagem para as Ruínas de Pisaq, algo fenomenal e cheio de história. Até então um dos maiores. O guia Jesus, nos explicava sobre as construções e fazia muitas piadinhas. Uma delas foi sobre o sacrifício das virgens, que hoje em dia são meio difíceis. (rs)

De Pisaq fomos para OLLANTAYTAMBO. O lugar é ainda maior e encantador. A cada chegada uma descoberta. As perguntas se tornam cada vez mais frequentes, e continuam sem respostas! A arquitetura do local é indiscutível, pois ninguém consegue explicar como homens simples conseguiam trabalhar com pedras de 2 toneladas ou mias. Ollan é um dos mais bonitos!!!

Meu nariz começou a sangrar devido a altitude, e quase perdi a van!
De Ollan para Chinchero. Uma cidadezinha fria. O anoitecer nos presenteava com as mais belas paisagens. Conhecemos a Igreja de Nossa Senhora da Natividade, pura arte, cultura, história e religiosidade. Tudo trabalhado no ouro! É a coisa maIs linda, principalmente pela religiosidade do local. Fotos não são permitidas. (foto da cruz)

A TÃO SONHADA ”CIDADE PERDIDA DOS INCAS”

jafhy mchup

4º dia de viagem: hora de seguir para Machu Picchu. A maior aventura estava começando.

Depois de 5 horas de viagem, uma pausa para o almoço, onde conheci Surian, uma coreana, ela seria a minha nova amiga nesse mundo! Depois do almoço mais 2 horas de viagem até chegar a Hidroelétrica de Santa Teresa. Depois dessa longa aventura, mais 2 horas caminhando.

Sim foi uma longa caminhada, e o interessante é que muitas outras pessoas também fazem esse mesmo caminho, e você nunca está sozinho! Chegamos a Águas Calientes, um povoado que fica aos pés da montanha de Machu Pichu.

O lugar é bem legal, e um tanto moderno. Meu Hotel ficava de frente para a montanha, estava muito frio, o que não me deixou ver a montanha da janela!
Despertando as 4h30 da manhã para seguir viagem. De ônibus (S/.38) 25 minutos. Estava serenando, algo que chegou ame desanimar. Mas o momento ápice dessa viagem foi chegar aos portões da montanha sagrada. Próximo a entrada um carimbo do parque, para que você coloque em seu passaporte ou mesmo em seu boleto turístico.

Chegamos a montanha por volta das 7 da manhã, e o guia já nos esperava, durante uma hora ele nos orientou e nos apresentou o sagrado lugar. A cada degrau que você sobre ou desce, há uma sensação diferente. É como se os sítios menores apenas te preparassem para o “grand finale”.

Há uma mística nesse lugar, que ninguém consegue compreender. Todas as pessoas que vão lá, sempre querem voltar, o que não foi diferente comigo! Passamos por transformações. É uma sensação única! Quando você chega no topo mais alto e tem a visão do lugar inteiro, nos primeiros segundos você fica sem palavras. Nos momentos seguintes, eu só conseguia falar: “Caraca, que foda!!!”

O tempo ainda estava meio fechado, pois eram umas 9 da manhã, quando pudemos ficar livres para andar e fotografar. Isso me permitiu sentar num dos pontos mais altos e ficar apenas observando. Um momento de sintonia com local. As energias se renovam, você se conecta com aquilo, e passa a observar as coisas de forma diferente. Algo que esse estende para sua vida pessoal. As mudanças não são visíveis em um primeiro momento. Todo o tempo ali é precioso. A hora de partir sempre chega!

HORA DAS DESPEDIDAS

tambo crian+ºa

No último dia em Cusco o coração já amanheceu partido. Eu vivi muita coisa nesse tempo, e aqueles últimos momentos ali estavam em deixando agoniado.
Mas um amigo me disse que “A volta pra casa é necessária, para que os novos sonhos cheguem e possa acontecer!”

E assim foi! Fiz algumas compras, visitei mais alguns lugares, e por um momento para na Plaza de Armas. Emocionado olhava tudo ao redor para fixar bem aquela imagem em minha memória. Para ter a lembrança de tudo o que ali, sozinho, eu descobri e construí em mim. Era como se eu tivesse deixando um pedaço de mim naquele lugar que só me fez bem.

As 19h embarquei para Lima (capital), devido algumas obras na estrada foram quase 25h de viagem, o bom é que fui conversando com um peruano sobre política, educação, futebol, impostos. Conheci melhor a realidade do país!

A chegada em Lima foi tensa, o trânsito é uma bagunça, muitos carros, muitas pessoas, tudo muito estranho para mim, fiquei um pouco assustado novamente, mas segui do terminal rodoviário para o hostel em Miraflores. Lá pude descansar um pouco e sair para conhecer a noite da capital. Muitos bares e danceterias. Conheci uma das maiores e mais movimentadas de Miraflores a “VALETODO DOWNTOWN”. O interessante é que lá eles misturam todo o tipo de música. Escutei Michel Telo, Gustavo Lima e RBD. Foi uma delícia essa noite de despedida desse país que eu conheci e amei. E que já planejo uma volta para conhecer outros lugares!

 

 

 

machu pichu

 

pisaq 2

pisaq

 

 

 

caminhada machupichu

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Publicado em 7 de agosto de 2015, em Curiosidades, Dicas, Viagem e marcado como , , , , , , , , , , , , , . Adicione o link aos favoritos. 2 Comentários.

  1. Adoramos sua descrição, parabéns e muito obrigado! :-)

    Curtido por 1 pessoa

    • Obrigado Ramon! Este relato foi um amigo e leitor da página que nos mandou. Temos uma seção em que publicamos relatos turísticos de outras pessoas! Se você tiver alguma aventura que gostaria de nos enviar nos conte! abraços direto da Alemanha!

      Curtir

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